Em tempos antigos, as redes de TV eram
poucas, 3 ou 4, mas pareciam suficientes. Hoje, elas passam de 500, fora os
streamings. No entanto, muitas vezes ficamos clicando, clicando, e nada parece
nos agradar. Pelo menos, é o que ocorre comigo.
Veja você. Filmes de ação pecam pelo
exagero de efeitos especiais e computação gráfica. Além disso, não aguento ver
americano lambendo ferida de guerra. Quem mandou ele entrar? Também não suporto
espionagem, com agente da CIA como mocinho. Pode? Os dramas repetem fórmulas
batidas e reprisadas. Faltam enredo e atores para as comédias. Já os suspenses,
em maioria absoluta, abusam e fazem hora com a nossa inteligência.
É por essas e outras que sempre estou
aberto a sugestões.
A última delas me encaminhou para uma
série de nome “Lanternas”. Acomodei-me frente à TV e liguei no canal
apropriado.
Um menino assistia a um programa de
entrevistas. Nisso, chega seu pai, um fuzileiro naval americano. (Pensei: -
Iiii...) O menino desliga a TV. O pai o chama para saírem. Numa sala anexa, o
pai coloca uma maçã na cabeça do adolescente, se afasta um tanto, aponta uma
arma e dispara. A maçã explode com o impacto. O pai pergunta para o menino se
ele teve medo.
- Não – respondeu o adolescente.
- Aí, eu desliguei a TV.
Estou ficando muito chato.
Para acabar com esse enjoamento, estou
torcendo para chegar logo no streaming o filme “Dark Horse”. Não sou muito fã
do gênero terror/pornochanchada, mas dizem que essa é uma produção muito bem
cuidada, com atores americanos, dublada em inglês, coisa pra inglês ver, para
ganhar o Oscar.
Já as más línguas dizem que esse filme
custou um fortuna, com o PCC ali lavando dinheiro, o Banco Master quebrando de
vez e levando o “Dani (Vorcaro) Lindão” – na expressão de Nikolas Ferreira
(ainda de acordo com as más línguas...) – para a cadeia, o deputado Mario Frias
esgotar toda sua verba de emendas parlamentares, Flávio Bolsonaro quase vender
sua mansão em Brasília e triplicar o valor da cota das rachadinhas de seu
gabinete de senador, Eduardo Bolsonaro ter que fritar de novo hambúrguer em rede de
fast-food lá nos EUA. Tudo para bancar o alto custo da produção.
Vamos aguardar.
Etelvaldo Vieira de
Melo
