CONGRESSO NACIONAL: BLINDADO E PRIVATIZADO
Aqui tudo parece que é ainda construção e já é
ruína.
(Caetano Veloso)
A democracia no Brasil está fora dos trilhos. Por quanto
tempo continuaremos com os políticos que hoje são deputados estaduais,
federais, senadores? E continuaremos com a mesma sucessão de prefeitos? Há
exceções? Pena que são poucas. Diante da desordem e da banalidade política,
está ocorrendo um esvaziamento da ordem democrática. Isso que está ocorrendo é
um processo de longa duração. A menos que o fim do mundo chegue antes.
Portanto, esse quadro político pode continuar, mas sem responder às necessidades
da nação. Sua longa duração terá implicações enormes. Será a “Era da crise” (é
o termo da moda): crise ambiental, crise ética, crise na educação, crise na
saúde, crise urbana, crise energética, crise, crises... É o efeito devastador
da atual política no Brasil. A violência política, portanto, é grande e grave.
A PEC da Impunidade (PEC 007), votada no Congresso Nacional, aconteceu em
poucas horas (eles não adiam o mal). Detalhe: blindagem rima com pilantragem.
“Macunaíma”, no seu canto, iria rir dessa situação. O processo de luz e sombra,
construção e ruína traça o atual mapa do Brasil. Assim, foi selada a
privatização do Congresso. Agora, a prioridade é dos políticos (particularmente
dos políticos com fichas sujas). O cidadão foi desalojado de sua cidadania.
Como adiar o fim da democracia? É preciso uma mobilização política. Indignar-se
e contagiar. Sem um trabalho com as camadas populares, continuaremos com o
mesmo congresso, o mesmo senado e os mesmos governadores. Enfim, com os mesmos
políticos (ou outros piores). Precisamos dar uma volta por cima e mobilizar
grupos e pessoas. É urgente reagir e pensar: como atingir mais grupos, mais
pessoas? Usar os espaços públicos, inclusive as Câmaras Municipais para
debates, encontros, teatros, projeção de filmes. Com criatividade, lucidez e
organização podemos fazer um bom trabalho com o povo, os jovens, os(as)
trabalhadores(as). O que mais importa é a redescoberta de um novo horizonte
político. Em um país onde a questão política se submerge a cada dia, envolvida
num redemoinho de desrespeito, corrupção sem precedentes (pense na corrupção da
mineração em Minas Gerais), precisamos ter um verbo como bússola: AGIR. Uma
ação organizada e participativa. Para colocar a política brasileira nos trilhos
é preciso “consciência política”. Não pensemos duas vezes, três bastam. Sem
educação política, participação e mobilização o Brasil não vai para frente. Na
antropofagia política que vivemos, para não sermos devorados, é preciso
resistir. Juntos podemos mudar o Congresso Nacional com a cor da ética, justiça
e respeito nas eleições de 2026. O caminho é encontrar saídas. Este é um sinal
de esperança e um programa de ação coletiva, dirigida por solidariedade. Por
meio de uma discussão aberta, a população pode se colocar a par dos problemas e
partilhar tentativas de solução. Como escreveu Guimarães Rosa: “O correr da
vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”.
(Mauro Passos)
ESPERADA RENOVAÇÃO E A DEMOCRACIA EM EXPONENCIAL (4x1)
Algum dia dividiremos
a liberdade em fatias
e nos amaremos – sem fome –
em absurda alvorada.
(Bartolomeu Campos Queirós)
Na espera da primavera que se aproxima, dou boas-vindas à
nova estação já antecipada com o “Prêmio Nobel de Política” para o Supremo
Tribunal Federal (STF). Contra os lemas e “zemas” atravessados sinalizo o
mérito, a competência, a dignidade e o nível de cada componente do STF que
defendeu a democracia, a soberania do país contra a “tentativa de golpe”
orquestrada por Jair Bolsonaro. Com uma justa composição de argumentos
jurídicos e provas, Alexandre de Morais sustentou os princípios certos e condenou
todos os réus que planejaram o golpe contra a democracia. Flávio Dino numa
atmosfera de sensibilidade e leveza mostrou conhecimento, lucidez e competência
em seu pronunciamento. É um clássico, de palavra mansa, com um dom de
cordialidade e simpatia. Como diz o poeta Manoel de Barros: “As coisas desejam
ser olhadas de azul”. A Ministra Cármen Lúcia com uma fala livre, sincera e
carregada de afeição ponderou: “Ditadura vive da morte. Não apenas da
sociedade, não apenas da democracia, mas de seres humanos de carne e osso”. Com
um acervo e “habitus” de sabedoria, esta ministra deixou claro o significado de
uma ditadura. Não é apenas “uma questão de interpretação” como disse o Zema.
Detalhe: Valho-me de uma máxima de Virgílio: "Latet anguis in herba" (A cobra se oculta debaixo da erva). O presidente Cristiano Zanim conduziu as sessões com respeito, diplomacia
e elegância. Manteve a ordem, a primazia da verdade e o ético da política, diferente
das reuniões conduzidas por Bolzonaro, quando presidente da nação. O Brasil que
desejamos deve ter a medida de sua perfeição na riqueza das diferenças e no cuidado
das instituições do regime democrático. Unidos com o STF e contra a violência bolsonarista,
o favoritismo tarcizista e a manipulação zemista será possível restabelecer a
justiça tão ofendida. Assim, podemos sair desta depressão histórica. Mais
ainda: fazer valer os direitos humanos, sociais e políticos. É bom lembrar que
a tolerância anda de mãos dadas com a verdade e a justiça. Isso nos convida a
interrogar os fatos e o cenário sombrio do mundo contemporâneo (do Brasil
contemporâneo). Outro Brasil é possível. E com renovação. Sua exponencial está
no exercício da união, diálogo, coragem e interpretação dos acontecimentos.
Utopia ou sonho? Sonho e utopia para descobrir a verdadeira extensão do mundo e
da vida. E, assim, “nos amaremos em absurda alvorada”.
(Mauro Passos)
QUEM SOMOS NÓS NUMA PRÓXIMA ELEIÇÃO
O que SENTIMOS sobre a guerra híbrida (projeto de Trump
contra o Brasil para impedir a consolidação de um projeto nacional soberano e
sobre o perigo de perdermos nossa soberania)?
O que SENTIMOS, sobre o genocídio na faixa de Gaza (que
mostra a indiferença das pessoas diante um genocídio)?
O que SENTIMOS sobre a adultização infantil, quando essa
mazela é tão velha e começou com as crianças filhas de escravos, que os patrões
fazendeiros as usavam como objetos sexuais? Essa monetização atual, é também
política de manipulação (Deus, Pátria e família). As crianças sempre estiveram
no sinal de trânsito trabalhando, nem os políticos e nem nós nunca falamos
sobre, ou fizemos algo para mudar isso, mas as big techs monetizaram esse
assunto para ter lucro, quando elas mesmas se negam a apoiar a regulamentação
das redes sociais, onde essas mesmas big techs monetizam aberrações políticas,
sexuais, emocionais.
O que SENTIMOS se estamos numa situação de vassalos,
orquestrados por Dudu Boçalnaro, que continua recebendo seu salário para
destruir o Brasil?
O que SENTIMOS por esse Judiciário? Por Alexandre de Moraes,
um ministro colocado pelo golpista Temer? Que votou pela NÃO concessão do
habeas corpus do ex-presidente Lula, quando o imputado a ele foi CRIME
INDETERMINADO? Podemos confiar nesse Judiciário que apoiou o impeachment de
Dilma sem CRIME, sendo presidente da mesa dos golpistas Lewandowski, hoje
ministro da Justiça? Gilmar Mendes chamava os ratos da Lava Jato de heróis do
Brasil, e hoje os chama de organização criminosa!
O que SENTIMOS se a classe dominante (bancos/banqueiros)
cresce no PODER que rege a nação e rege a política monetária nacional?
O que SENTIMOS se sabemos que quem dominar a Inteligência
Artificial vai dominar o mundo e vão decidir quem ganha e quem perde uma
eleição?
Será que ainda SENTIMOS? Será que a SENSIBILIDADE, que é a
verdadeira forma de inteligência, ainda nos permeia?
O QUE SOMOS, além das escolhas condicionadas?
Quem sou eu na política brasileira? Um vassalo inculto de
extrema direita do submundo bolsonarista ou um esquerdista que apoia o
neoliberalismo lulista? Outra opção seria inválida ou hipócrita, pois a direita
apoia a extrema direita, e a esquerda radical apoia a esquerda neoliberal!
Acredito que temos que ENTENDER as coisas como elas são, para
podermos ENFRENTÁ-LAS como elas verdadeiramente são.
Não existe neutralidade axiológica, todo mundo tem valores
e todo mundo escolhe conforme esses valores.
Por que alguém vota num imbecil miliciano que exalta o AI5
e a ditadura de 64, que homenageia Ustra (um torturador cruel de mulheres), que
hostiliza o STF por defender a democracia, que diz que preto tem que ser pesado
em arroba, que diz que prefere um filho ladrão do que gay, que usa a fé para perseguir, que anda com a
bandeira de Israel - que já matou 20 mil crianças até agora, que tinha uma
minuta de golpe com plano de assassinar Lula, Alkimin e Alexandre de Moraes,
que nunca fez nada pelo povo, que comprou 51 imóveis com dinheiro vivo e outras
bandidagens, que tem 5 filhos com 3 mulheres diferentes e é o representantes de
Deus, Pátria e Família?
Esse público é o mesmo que votou em Zema, um poço de
imbecilidade e de imoralidade financeira. É o mesmo público que votou em
Cleitinho que, de repositor de mercadoria de uma venda, com lacração e
mentirada, virou deputado, senador e agora está em primeiro lugar no ranking
para governador de MG! Sai um super burro e entra um super jumento, e talvez
esse coma abacaxi com casca, espero!
Como dizia Freud,
quanto mais fraco, inculto, solitário e desesperado for o sujeito, maior é seu
desejo de integrar movimentos autoritários que prometem redimi-lo de sua
insignificância e frustações cotidianas!
Essa é a prova de que se pode ter um grande intelecto, mas
não se tem inteligência, porque na inteligência existe a capacidade inerente de
SENTIR tanto quanto de RACIOCINAR.
Sabe onde a direita nada de braçada? Nos meios digitais, com
apoio das big techs americanas, máquina de fazer imbecis alienados. Os
discursos da extrema direita são CONTRA O SISTEMA, contra o STF, contra o
Congresso, contra salário decente, contra educação, segurança e saúde). Com a
alienação, ignorância política, interesses pessoais de grupos e pessoas
desprovidas de sentimento de comunidade, esse discurso manipulador consegue
lavar muita mente de segunda mão. A degradação do Congresso, com o baixo clero
bolsonarista, segue uma intenção e forma de destruir as instituições, mostrar
que tudo não presta e que tudo é uma palhaçada. E estão conseguindo seu
objetivo, temos uma crise no sistema político, o povo não acredita no STF, nem
no parlamento e nem no presidente! A extrema direita é a única força
revolucionária da atualidade, pois o inculto quer violência e uma sociedade
autoritária!
Por que alguém ainda vota no Lula como se ele fosse a
esquerda brasileira? Ele tem hoje 7 ministros bolsonaristas? Por que nos
enganamos pensando que um governo de "frente ampla" é de esquerda?
Não temos uma esquerda revolucionária, que faça uma ruptura total com o
neoliberalismo, mas temos a continuidade dos liberais nesse sistema que
sustenta essa massa de gente colocada em instituições públicas e privadas, com
bons cargos, com salários altos e benefícios, para manter o estado atual e a
situação de desigualdade social permanente!
Podemos dizer que temos um governo de esquerda, se o vice-presidente é o
neoliberal tucano Alkimin, esse senhor que jogava tropa de choque em cima de
professores, senhoras de idade, e o secretário de segurança pública era o
Alexandre de Moraes? Imagina se Lula morre e esse neoliberal violento assume, o
que seria do nosso voto de esquerda? Na verdade, nosso discurso sempre foi uma
utopia, e precisamos ter consciência que votamos em Lula para evitar o pior. E
talvez façamos isso novamente, pois o milico fascista Tarcísio está com os
olhos cheios de sangue (especialistas da ONU destacam a devastadora brutalidade
das políticas de Segurança de Tarcísio, e ele diz que não está nem aí)!
Perguntaram para o Jones Manoel, historiador e militante do PCB, qual liberal
da direita ele ainda considera ético, e ele respondeu: Fernando Haddad. A esquerda liberal é apenas uma melhor
proposta, um remediador para a situação em que estamos mergulhados, e para que
não tenhamos de volta o caos absoluto do submundo bolsonarista! Lula chegou à
presidência, mas não chegou ao PODER. Ele disse que está acontecendo um
genocídio em Gaza, mas só falou, não fez nada, porque NÃO TEM PODER PARA FAZER.
As pessoas que cuidam da política monetária não foram eleitas por ninguém, mas
Galípolo banqueiro foi escolhido por Lula. É bom lembrar que a independência do
Banco Central se deu com Boçalnaro e Guedes, para que o eleito Lula não
controlasse a política monetária nacional, mas sim os banqueiros.
Outra questão importante, é o uso da fé para manipular a
política e angariar poder. Silas Malafaia não é um pastor, ele é o líder da
extrema-direita com uma linguagem de mafioso, é um agente político que adultera
o repertório bíblico para manipular fiéis e obter ganhos políticos. Hoje,
segundo o próprio Malafaia, numa entrevista que está no documentário APOCALIPSE
DOS TRÓPICOS (Netflix), afirma que os evangélicos têm mais de 30% dos votos
nacionais, e ri como se o poder fosse dele. É bom lembrar que a Alemanha não
era ateísta, ela era uma Alemanha CRISTÃ, e teve uma teologia que deu
sustentação ao nazismo. Malafaia se utiliza da Bíblia para dar sustentação ao
discurso da extrema-direita, que segue padrões de violência, autoritarismo e
controle sobre as mentes das pessoas.
Concluindo:
A política no Brasil se reduziu ao voto, o meio técnico não
cria lideranças e a eleição se tornou um instrumento de alienação, pois não se
aprende nada numa campanha eleitoral! O VOTO é mais um processo de RAIVA do que
de credibilidade em alguém! Estamos todos fazendo parte de uma chamada digital,
somos apenas parte de um algoritmo! Hoje temos duas fés, uma no sistema
capitalista e a outra na tecnologia - se uma falhar, a outra vai resolver - mas
a dança dessas duas juntas está comendo o planeta. Um rio não volta a ser um
rio daqui a 100 anos, uma montanha não volta a ser uma montanha, estão
exaurindo a terra e tudo sendo apropriado por acionistas da mineração.
Só temos um planeta, e ele está sendo destruído..., mas
tudo bem, ainda estamos vivos, dizem os canalhas. Fica a pergunta: a ciência poderá fazer
alguma coisa pelo planeta depois que ele virar pó?
Os Estados Unidos, ao longo dos anos, construíram um manual
de justificativas para intervir em outros países, dizem que é para proteger
vidas, a democracia, combater o narcotráfico, mas o que buscam são os recursos
naturais, controle geopolítico e influência econômica. O Dudu bananinha deu uma
entrevista para o submundo da Folha de S.P. e disse que se não tiver Boçalnaro
na eleição de 2026, Trump não reconhecerá o resultado da eleição. Há um acordo de desestabilização do nosso
país, não como crime de lesa pátria, mas um crime objetivo, de tornar a eleição
sem Boçalnaro ilegítima, e permitir a ocupação física dos Estados Unidos no
Brasil, o que seria o 2o "round" do golpe. Esse recado golpista nos
faz concluir que, também o foco do bolsonarismo é o Senado para destruir o STF,
e que Zema, Tarcísio, Caiado e Ratinho Junior, quatro bolsonaristas, serão
apenas fantoches dessa engrenagem maligna para confundir o povo. Infelizmente,
precisamos entender que, agora, não se trata mais, de somente eleger Lula, mas
de garantir a SOBERANIA NACIONAL.
O Congresso vai pautar a anistia para livrar Boçalnaro e
seus comparsas, a chance de justiça e responsabilizar esses filhotes da
ditadura é uma mobilização, pressão digital, gente nas ruas! Mas o povo não
sabe o que é um instrumento de poder, ele domina ou será dominado por ele, e a
opção do povo brasileiro foi ser dominado por ele. Os militares vivem como uma
casta, Boçalnaro transformou seus soldos em valores milionários, e esses vão
manter esse privilégio, nem que seja pela força, como sempre fizeram. Se o alto
comando militar era legalista, por que não deu voz de prisão para o Boçalnaro
quando tiveram acesso à minuta do golpe e da proposta do Bozo? A esquadra estadunidense já está em frente a
Venezuela, é um pulo para mudar o rumo para o Brasil, mas o lucro e os
privilégios do capital exportador são mais importantes que a soberania do
Brasil, os ratos do União Brasil e Progressista já estão entregando seus
ministérios no governo, para aprovar a anistia e fechar o pacto com Dudu
bananinha - que representa os USA. Lula é o instrumento ideal que os
capitalistas podiam ter - banqueiros e agronegócio nunca lucraram tanto quanto
com Lula, e esses mesmos exigem cortes constantes nos programas sociais. A extrema-direita
ataca e a esquerda se defende, a extrema-direita vai para as ruas e a esquerda
assiste comendo pipoca, a esquerda fica procurando encontrar a linguagem
enquanto a direita encontrou a linguagem da lacração.
Podemos ser alguma coisa, que não seja essa narrativa de extrema-direita
(ou direita), esquerda liberal (ou esquerda radical)? Vou me mover pensando eu
sou isso, ou ainda tenho a possibilidade de exercer a liberdade de não
pertencer a tudo isso? Para fazer parte desse complexo capitalista,
identitarismo, pluralidade, identidade, diversidade, precisamos deixar de ser
quem somos e sermos apenas um clichê social. O bolsonarismo intensificou a
colonização do privilégio: A SUA FAMÍLIA NÃO PRECISA TER OS PRIVILÉGIOS DA
MINHA FAMÍLIA, essa premissa conquistou muita gente abjeta. Mas essa foi e é a
história do Brasil, escravidão e tortura do povo indígena e do povo preto (depois
incluíram os pobres). O mal é tão difícil de combater quanto a imbecilidade da
burguesia, eles não negociam, eles impõem. O Brasil continua numa periferia
secundária dos Estados Unidos, a classe trabalhadora se desorganizou com a
perseguição aos sindicatos, uma burguesia que não tem projeto para o Brasil,
mas SOMENTE para suas famílias, e continuará explorando o trabalhador sem
direitos e devastando o meio ambiente. Nessa minha fala, sobre tantos homens de
terno e gravata e cérebros senis, termino homenageando os índios que contemplam
a natureza ao invés de enxergá-la como dinheiro, que dançam e cantam por prazer
de estarem vivos, que entendem que esse solo é um ente vivo e sagrado, que
entenderam que a gente não está num mundo de recursos que possam explorar
infinitamente. Peço perdão a eles pela violência e pelo que sofreram e sofrem
ainda por injustiças, com violência em suas terras, pelo rompimento da barragem
que cobriu o Rio Doce, rio que era considerado um ancestral dos Krenaks, que sentiu
a dor da perda do rio com se um deles fosse, pois o rio era a vida deles.
Podemos ser alguma coisa além da política? Podemos pensar uma nova ética capaz
de respeitar a diversidade e a natureza (uma verdadeira sustentabilidade)? Qual político reconhece as diferentes
cosmovisões e formas de valorizar as culturas indígenas e suas sabedorias, além
de reconhecer o capitalismo devastador? Votar para presidente em 2026 será para
todos nós um grande desafio, teremos de ver os fatos profundamente caóticos e
podres e, a partir da compreensão, da ausência de conflito interno, observar
que candidato possa ter uma vida sã, com pensamentos benignos e inteligentes,
com uma mentalidade holística, harmoniosa e longe de toda hipocrisia. É difícil
encontrar? É! Mas precisamos de alguém que se aproxime mais disso! Nós temos
uma responsabilidade com as próximas gerações!
Ellen Pietra
NO DIVÃ, O EX-MINISTRO
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| Imagem original: MundoPsicologos,com |
“Quem poupa o lobo,
sacrifica a ovelha.”
(Victor Hugo)
Por trás de toda ação existe uma oculta
razão, é o que repete sempre um amigo.
Quando Alexandre de Moraes começou a
aplicar a Lei para punir aqueles que atentaram contra a democracia no país,
parte da Imprensa, chamada por Paulo Henrique Amorim de PIG – Partido da
Imprensa Golpista, sentiu-se incomodada e cuidou de jogar por terra a
credibilidade e a ação do ministro, tentando encobrir os tubarões-empresários
que financiaram a tentativa de golpe. Entre suas artimanhas está a de colocar
sob holofotes Marco Aurélio Mello, ex-ministro do STF.
Não faz sentido pedir a um engenheiro,
cujos projetos quase todos fracassaram, ocasionando até mesmo perdas humanas,
para avaliar o trabalho de um colega. De forma similar, é muito suspeito
recorrer ao depoimento de Marco Aurélio sobre a ação do ex-colega Alexandre.
Como haveria de dizer o título daquele filme: - Marco Aurélio, seu passado
condena.
Marco Aurélio foi indicado ao Supremo
por Fernando Collor de Mello, seu primo, em nepotismo descarado. O “Caçador de
Marajás” forjado pela Rede Globo ainda não havia entrado em desgraça frente aos
detentores do Poder, e o Congresso, por via de consequência, não tinha afiado
as garras para cassar o caçador.
Agora, tendo passado muita água por
debaixo da ponte, o Fernando foi, enfim, condenado por causa de suas falcatruas
(roubos), mas gozando do consentimento de uma tal “prisão domiciliar”, artimanha
inventada para não deixar tubarão ver o “sol nascer quadrado”, que isso é coisa
da ralé. (Caso eu fosse advogado, iria trabalhar “pro bono” em favor dos
“ladrões de galinha”, requerendo para eles essa tal prisão. Com isso,
estaríamos ao menos resolvendo o problema da superlotação nos presídios no
país.)
Antes de ir para o Supremo, Marco
Aurélio havia sido nomeado, em 1981 por João Figueiredo - aquele que preferia
cheiro de cavalo a cheiro de gente, para ministro do Tribunal Superior do
Trabalho (STT).
Seu dossiê, enquanto ministro do Supremo
Tribunal Federal, é extenso e marcado por ações em favor de grandes bandidos, para
os quais distribuiu habeas corpus a rodo: Salvatore Alberto Cacciola
(responsável por um rombo de 1,5 bilhão de reais aos cofres públicos; Suzane
Louise von Richtthofen (jovem de classe média-alta paulista, julgada e
considerada culpada pelas mortes dos próprios pais); Antônio Petrus Kalil (O
“Turcão, acusado de explorar caça-níqueis); Luiz André Ferreira da Silva (o
“Deco”, vereador do município do Rio de Janeiro, considerado um dos mais
perigosos milicianos da Zona Oeste do Rio); Bruno Fernandes de Souza (goleiro,
preso e condenado a 22 anos e 3 meses de prisão pelo crime de homicídio); Odemir
dos Santos (o “Branco”, integrante da facção criminosa PCC, preso por lavagem
de dinheiro e tráfico de drogas); Moacir Levi Correia (“Bi da Baixada”,
responsável pela expansão do PCC no Estado de Santa Catarina, condenado por
homicídio e associação criminosa).
Outras de suas ações controversas.
06/2013: único ministro a votar contra a prisão do deputado federal Natan
Donadon (PMDB-RO); 2020: mandou soltar o traficante André do Rap, apontado como
chefe do grupo criminoso PCC (decisão revertida
pelo presidente do STF, mas a essa altura o traficante já estava
foragido da polícia); 28 e 29/04/2010: votou contra a ação da OAB que visava
impedir que a lei da Anistia mantivesse os agentes públicos do regime militar
resguardados por aquela lei; 06/ 2010: foi um dos quatro ministros que votaram
contra a constitucionalidade da aplicação da Lei Ficha Limpa para as eleições
daquele ano.
Anotando esses dados, vejo que Marco
Aurélio foi condescendente com bandidos, notadamente os do PCC. Por
coincidência, saiu agora a reportagem de uma ação da Polícia Federal, jogando
por terra a teoria abraçada pelos bolsonaristas e pela extrema-direita de que o
partido PT tinha ligação com o PCC. A investigação policial mostrou que, pelo
contrário, um dos principais tentáculos do PCC está lá na Faria Lima, bunker
dos donos do dinheiro no país.
Pois bem. Com esse histórico, não vejo o
ex-ministro Marco Aurélio como pessoa indicada para destilar opinião sobre as
presentes ações de Alexandre de Moraes, já que me parece mais aquele engenheiro
de projetos fracassados. Mas o PIG, movido por ocultas razões, dá vez para ele.
E, em uma das entrevistas, ele vociferou:
-
Estou triste com a deterioração da instituição (Supremo). A história é
implacável e acerta as contas depois. Não viveremos dias melhores no Brasil com
atos de força. Vamos marchar com temperança. Alexandre de Moraes deveria ser
colocado num divã: sua conduta é autoritária. Bolsonaro tem recebido tratamento
vexatório (por ser obrigado a usar tornozeleira), como se fosse um criminoso de
alta periculosidade.
Resumo da ópera: Alexandre de Moraes
está errado, é preciso passar pano para aqueles pobres inocentes que foram
fazer piquenique em Brasília no dia 8 de janeiro, o Bolsonaro não é criminoso e
nem um pouquinho perigoso, o Brasil é o país da temperança e o brasileiro é um
bonzinho.
Ora, ora. Sabe-se que o golpe fracassou
não por falta de intenção, mas de incompetência. Sabe-se também que defender
Bolsonaro é querer ver o país “jogando fora das quatro linhas”, isto é, sob um
regime de força, uma ditadura. E quem defende ditadura não pode ser democrata. E
sabe-se também, para quem quer enxergar, que Alexandre de Moraes está agindo
muito bem, conforme ele mesmo diz: “Faremos o que é certo: receberemos a
acusação, analisaremos as provas, e quem deve ser condenado será condenado, e
quem deve ser absolvido será absolvido”.
Tenho sempre comigo aquela recomendação
de Victor Hugo, epígrafe deste texto. Para o ex-ministro Marco Aurélio Mello,
deixo de presente dois pensamentos de um seu xará, aquele imperador romano:
“Aquele que não
transmite luz, cria sua própria escuridão”;
“Não perca mais tempo
discutindo sobre o que um bom homem deve ser. Seja um.”
Etelvaldo Vieira de
Melo
ODE A MINAS
No meio do caminho de Minas
tem um Zema
tem um Zema no meio do
caminho
no meio do caminho de Minas
tem um Zema
Nunca quero me lembrar desse
desastre
na vida das Gerais de Minas
tão inconfidente.
Nunca quero me lembrar que
no meio do caminho de Minas
teve um Zema.
(Mauro Passos)
SHOULD WE TRUST FUX?
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Quando deparo com alguma coisa que não
entendo e percebo se tratar de algo sério, não sossego até escrever a respeito,
buscando uma resposta para meus questionamentos. O ato de escrever é uma forma
de ficar em paz comigo mesmo.
Um exemplo. Quando surgiu a Lava Jato,
tive, num primeiro momento, o impulso de concordar, por ser a corrupção no país
uma doença crônica, quase impossível de erradicar. No entanto, logo-logo, ainda
sem entrar no mérito da questão, fui tomado de desconfiança, ao ver os
personagens envolvidos e quem os apoiava, especialmente a Rede Globo. Pensei: -
Desse mato não vai sair algo que preste. Dito e feito, pois logo percebi seu
caráter seletivo e o perigo de sua máxima de que “os fins justificam os meios”.
Desde então, a Lava Jato, com seu time, passou
a ser mais bem compreendida e explicada, não me surpreendendo com mais nada. O
retrato acabado de tudo foi ver Sérgio Moro abraçando Jair Bolsonaro, mostrando
para quem ainda teimava em duvidar toda sua natureza sórdida.
Ter uma postura crítica diante dos
acontecimentos nos ajuda a perceber com clareza as intenções e os interesses
dos envolvidos, impedindo que façamos juízos precipitados e de consequências perigosas.
Outro que não me surpreendeu foi o
Partido Novo, com seu discurso de moralidade (é sempre recomendável ter
desconfiança dos moralistas), como se se fosse passar a limpo a política
brasileira. Logo vi que se tratava de uma baboseira, conversa para enganar
trouxa, uma vez que, de acordo com as palavras bíblicas – com as quais concordo
– “não se coloca remendo novo em tecido velho”. Sabemos que a estrutura
política do país envelheceu muito rápido e requer uma reforma radical. Só com
essa reforma será possível fazer algo moderno e transformador. Que o diga o
presidente Lula, que vive perdendo anéis para salvar os dedos, fazendo
concessões e mais concessões a um Congresso fisiológico, que só quer o “venha a
nós”. O Partido Novo logo mostrou sua verdadeira cara reacionária e ultraliberal,
num país marcado por disparidades sociais e controlado por uma elite que só
cuida de seus interesses.
Infelizmente, naquela ânsia de renovar,
de buscar algo novo, os eleitores de Minas Gerais, embarcaram na onda do tal
Partido Novo, elegendo um tal de Romeu Zema, neófito na política, mas que logo
se cercou com o que há de pior para os interesses da maioria da população. Sem
contar que ele cuidou de colocar seu próprio salário lá nas alturas, enquanto
expandia sua sanha de sucatear em todos os sentidos o Estado.
Mas o Zema precisa ser analisado melhor,
além daquele estereótipo caricato de alguém que desconhece Adélia Prado e
produz vídeos ridículos comendo banana com casca. Penso que pode haver algo bem
mais tenebroso por trás de suas encenações.
Mas veja o que ocorre com Luiz Fux, juiz
do Supremo Tribunal Federal. Para entendê-lo, recorro novamente a uma citação
bíblica a dizer: “uma árvore se conhece pelos seus frutos”. Vejamos:
Em 1º de fevereiro de 2011, foi indicado
pela Presidente Dilma Rousseff para ocupar uma cadeira do Supremo Tribunal
Federal (STF). Já em 2017, votou no TSE a favor da cassação da chapa
Dilma-Temer, referendando a famosa expressão de “cuspir no prato que comeu”,
coisa que os juízes indicados por Jair Bolsonaro, Kássio e Mendonça,
absolutamente não fazem. Em 23 de março de 2011, Fux deu o voto decisivo contra
a aplicação da Lei da Ficha Limpa nas eleições de 2010. A decisão do Supremo
Tribunal Federal, considerando a aplicação da lei nas eleições de 2010
inconstitucional, beneficiou diretamente vários candidatos cuja elegibilidade
havia sido barrada por causa de processos na Justiça. Já a nomeação de Marianna
Fux, filha de Luiz Fux, como desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de
Janeiro (TJRJ) em 2016, pelo quinto constitucional, gerou intensa controvérsia
no meio jurídico brasileiro. Críticos, incluindo conselheiros da OAB-RJ,
tentaram impugnar sua candidatura, alegando insuficiência na comprovação de dez
anos de exercício advocatício ininterrupto, mas a impugnação foi rejeitada. A
influência de Luiz Fux foi apontada como fator decisivo para a nomeação,
levantando acusações de nepotismo indireto. Reportagem da revista Piauí revelou
que Fux articulou a candidatura desde 2013, com apoio de aliados como o
ex-governador Sérgio Cabral. Particularmente, eu me lembro do eminente juiz ter
dito na época, em tom lamuriento, não dispor de bens para deixar para sua
filha, razão de seu empenho em dar um empurrãozinho para sua nomeação.
Nos últimos tempos, temos assistido a
Luiz Fux tomando atitudes nos processos envolvendo Jair Bolsonaro, discordando de
sua condenação e prisão. E é trágico ver ele, guardião da Constituição,
defendendo alguém que nunca quis jogar dentro das “quatro linhas” e grita aos
quatro cantos seu horror à democracia. Como a filosofia de vida do ministro tem
demonstrado que é a do “toma-lá-dá-cá” (ele mesmo usou a expressão “mato no
peito”, numa barganha em favor de determinado interesse seu), a gente fica se
perguntando quais interesses ocultos estão por trás de sua ação. Já estou vendo
balões de ensaio circulando pelos ares da Internet, dizendo que ele vai pedir
vistas do processo. Se assim for, estará abrindo de vez a porteira para que
todas as espécies de canalhas tomem de vez conta do país, dando razão àquela
frase, atribuída a Charles de Gaulle, dizendo que o Brasil não é um país sério,
com seu povo sendo tratado como palhaço.
Etelvaldo Vieira de Melo
A MAIORIDADE DA NAÇÃO
O brasileiro é antes de tudo um forte.
(Relembrando Euclides da Cunha)
O que está acontecendo no mundo hoje? Quais os desafios (e escolhas) que temos? Diante de tantos problemas basta esperar uma dose diária de milagres? E o Brasil? Mais ainda: as questões na ordem do direito, da ética, da democracia, do meio ambiente, entre outras, exigem uma postura mais séria e digna do Congresso Nacional e do Senado (“ménage” difícil). São questões abertas que esperam atenção dos poderes públicos. A relevância do poder político é lançar luzes para a história e a nação. Particularmente para a soberania da nação ameaçada pelo déspota “não esclarecido”: Donald Trump. Detalhe: o roteiro do golpe está traçado para as eleições em 2026 com as declarações desse presidente. E aplaudidas por muitos deputados, senadores, governadores e bolsonaristas. Infelizmente, hoje quem comanda a política é o mercado, o capital especulativo, o agronegócio. Então, qual o caminho? Mobilizar a solidariedade é um caminho para defender a nação. Hoje enfrentamos um vírus pior que a Covid-19 – o poder, a ganância, a violência, a opressão. Como reagir? Qual a vacina contra o imperialismo norte-americano que interfere na soberania brasileira? A taxação de 50% sobre os produtos brasileiros e a intromissão em questões políticas afetam o modo de vida e ameaçam a democracia brasileira.
Diante desse quadro, a solidariedade ao Governo Lula e ao Ministro Alexandre de Moraes é um valor ético. Não podemos, neste momento, fazer de conta que nada está acontecendo. É preciso debates, informação, esclarecimento nas redes sociais para garantir a democracia e a soberania da nação. Eis que de repente, não mais que de repente, a bancada do “centrão”, dos bolsonaristas, dos partidos de direita mudou o discurso. Estão lançando uma campanha: “Pacote da paz”. É bom lembrar que nunca é tarde para abrir os olhos. Vão pacificar o país – “sem perder o alvo (PT) jamais”.
O escritor Graciliano Ramos nos ajuda a entender o significado do autoritarismo e das questões sociais, políticas e econômicas no livro “São Bernardo”, um grande romance brasileiro. O mundo para o personagem central da obra, Paulo Honório, é uma “enorme coleção de mercadorias”. Ele é a força universal, expressão da ordem social e salvador da lei (Qualquer semelhança com Trump é mera coincidência!).
O governo de Donald Trump perdeu os valores tradicionais. Perdeu o sentido de política, comunidade e laços sociais. O foco de nossa atenção deve ser outro. Nós somos a Pátria. Somos o Brasil do presente e do futuro. A esperança é nossa cor – povo, terra, cultura e religiões. O mundo nos inveja: alegria, criatividade, perseverança, biodiversidade. Esses são antídotos contra a força corrosiva norte-americana e de seus aliados brasileiros. Ser brasileiro é exercer a cidadania com coragem, lucidez e senso crítico. “Nada acontece sem luta. Mas a promoção da democracia em todos os níveis é uma luta que vale a pena empreender e pode ser vitoriosa”, segundo o sociólogo Anthony Giddens. Reagindo, assim, de forma positiva defendemos nossa maioridade como nação. Terminando, cito o pensador Zygmunt Bauman: “Ou a humanidade se dá as mãos para juntos nos salvarmos ou então engrossaremos o cortejo daqueles que caminham rumo ao abismo”.
(Mauro Passos)
QUE DEMOCRACIA É ESSA, GENTE?!
Uma foto vergonhosa de gente sem vergonha
Antes
de entrar no assunto principal, sobre os vassalos bolsonaros do imperialismo
estadunidense, faço uma crítica à farsa democrática que foi marcada pela
captura do orçamento público, a falência das instituições e o avanço do
niilismo político corrosivo.
Esses
parlamentares venais de extrema-direita alimentam a fúria popular por meios
digitais, enquanto o escárnio substitui a ética, diante da paralisia
institucional. Uma farsa democrática que alimenta e mantém tudo como está, onde
os congressistas usam o mandato unicamente para seus OBJETIVOS INDIVIDUAIS,
descaradamente. Um Congresso bolsonarista contra o país, onde o orçamento
público é usurpado para bancos, para emendas parlamentares, sem remetente e sem
recebedor formal e constituído de sabotadores das bases democráticas!
Essa
semana fizeram romaria a FAVOR DE TRUMP, e levantaram a faixa “MAKE AMERICA
GREAT AGAIN”, contra o Brasil e a favor do tarifaço.
Dando
continuidade, Bolsonaro faz escárnio das instituições, e seus seguidores
festejam. Isso é uma lavagem cerebral ou lobotomia coletiva, além de justificar
a ignorância por terem feito desse ser infame seu representante, optando pelo
quanto pior melhor. Também os vampiros da Fazenda Pública, com seu lobby, são
muito fortes, o tal Centrão. Subornam seguimentos da mídia para que a
visibilidade da crise seja reduzida a conflito de valores, impondo a pauta que
lhes é oportuna. A mídia-capacho-do-imperialismo
coloca cinicamente o miliciano inelegível nas pesquisas para presidente, como
se um criminoso pudesse disputar uma eleição. Há um acinte maior que esse a uma
democracia?
Essa
mesma mídia fez a maquiagem de “O MODERADO” para Tarcísio, que foi capitão do Exército
e ali teve sua origem bolsonarista. Mas, como toda maquiagem, também essa caiu
por terra. Tarcísio, o moderado, segundo Estadão e Globo, colocou o boné “MAKE
AMERICA GREAT AGAIN” e disse: "Grande dia!”, no dia em que Trump anunciou
a taxação. Ferrou-se! Ele jogou por terra a imagem falsa que haviam criado para
ele.
Outra
questão importante é o domínio no Congresso pelos pastores (como Sóstenes -
presidente do PL) e Nikolas (filho de pastor), controlados pela sede de poder
de Malafaia. No documentário APOCALIPSE DOS TRÓPICOS, na Netflix, Malafaia é o
ator principal, e descaradamente mostra em entrevistas como o movimento
evangélico abriu caminho para toda essa corja bolsonarista congressista e o
miliciano-mor, além de sustentar a crença que cristãos têm que tomar o poder |("teologia
do domínio") e moldar o Estado segundo preceitos bíblicos. Essa força
emerge não como uma força religiosa, mas como uma força de poder, que visa
transformar a DEMOCRACIA em uma TEOCRACIA para somente beneficiar os cristãos
organizados, em detrimento da minoria. Nikolas, Michele e Sóstenes são os
contaminadores dessa teoria do domínio contra a democracia. No documentário, tem
um trecho assustador, em que Malafaia assume a influência e a CHANTAGEM das
igrejas evangélicas na política brasileira.
Não
poderia deixar de falar da preocupante aprovação do PL DA DEVASTAÇÃO, festejado
pela bancada bolsonarista da Bala, do Boi e da Bíblia. Se Lula não vetar, tudo
vai ruir nos próximos 10 anos. Três milhões de quilômetros quadrados já foram
destruídos, as florestas substituídas por plantação de soja, criação de gado,
mineração e garimpo são o retrato do desastre ambiental. As cidades onde o
agronegócio tem presença apresentam o menor IDH do país. Bancadas do BBB (do Boi,
da Bala e da Bíblia) são altamente destrutivas para o meio- ambiente e para o
país; para eles, o desenvolvimento só se dá com a destruição!
Essa
elite BURRA não tem uma relação de negociação, mas somente de IMPOSIÇÃO.
Trump,
ao alinhar sua retórica em defesa irrestrita das Big Tesch, não apenas reafirma
sua subordinação aos interesses do Vale do Silício (que abriga Aplle, Facebook,
Google, etc.), como também instrumentaliza o caso brasileiro para enviar um
recado global: qualquer nação que desafiar a supremacia digital norte-americana
será punida. Não por meio de mísseis, mas por meio de tarifas, manipulação de
mercados, desestabilização institucional e campanhas de desinformação
internacional. Nesse contexto e por total ignorância, os bolsominions querem
liberdade nas redes sociais para postagens como as citadas permanecerem
intocáveis: “antidemocrático”, “terrorismo”, “discriminação”, “ódio à mulher”,
“homofobia e transfobia”, “induzimento a suicídio”, “crimes sexuais e
pornografia infantil” e “tráfico de pessoas” ... pasmem! Essa é a liberdade que
eles querem e lutam contra o Xandão por estabelecer a proibição!
Para
quem votou num cara que planeja assassinar presidente, vice e ministro, tá
"Serto"!
Concluindo:
A
ofensiva da classe dominante, burguesia capitalista, aconteceu no impeachment
da Dilma, manifestando-se na degradação e corrupção política, naquele covil de
bandidos que é o Congresso, e se constituiu essa força política ultra-liberal
no Brasil. Encontraram no Bozo seu representante, com todas as características
abjetas e fascistas necessárias. Eu não tenho nenhuma expectativa celestial com
a justiça brasileira, mas parece que vão trancar o criminoso. Dudu Bananinha,
que renunciou ao mandato para atuar como escoteiro do imperialismo, tem um
discurso alinhado ao psicopata megalomaníaco Trump e, como um vassalo do
imperialismo, está dobrando a aposta. Sente-se muito à vontade para se colocar
como TRAIDOR DA PÁTRIA, pois tem como padrinho o criminoso Steve Bannon, acusado
por crime de fraude (perdoado por Trump), e participação no ataque ao Capitólio
em 6 de janeiro de 2021 (tentativa golpe), coincidência com a tentativa de
golpe aqui, com o mesmo modelo “DEUS, Pátria e Família” (e um bom terrorismo de
Estado)!
Dudu
Bananinha enquadra Moraes como um ditador, mas é justamente ele que faz
apologia à tortura, elogia a ditadura assassina de 64 e usa a camisa com a foto
do torturador Brilhante USTRA… é uma sopa de canalhice e hipocrisia! Ele sabe
que Trump não vai salvar sua família. Mas aposta que, ao dobrar a aposta na
radicalização, poderá criar um ambiente suficientemente caótico para interferir
nas eleições de 2026. O exílio voluntário é transformado em narrativa
messiânica. O golpismo fracassado vira martírio estratégico.
Precisamos
ter o foco de erradicar a bandidagem dessa ”familícia”! Precisamos ter o foco
em limpar esse congresso dos 300 picaretas bolsonaristas e voltar com essa
gentalha para o esgoto ou para penitenciária, junto com o chefe da quadrilha,
Jair!
Tarcísio
representa uma continuidade da lógica de submissão, da entrega, da alienação do
que resta do Estado brasileiro. Seu projeto, embora mais silencioso, é
igualmente hostil à soberania. Ele não repele o bolsonarismo: apenas o
encapsula numa embalagem aceitável. É a ultradireita de gravata, o golpismo por
dentro da norma, a captura neoliberal disfarçada de eficiência.
Se
o Brasil resistir até 2026, terá vencido não apenas uma eleição, mas uma
guerra. Uma guerra contra o projeto de recolonização digital e financeira,
contra a tentativa de transformar o país numa filial algorítmica da política
externa norte-americana. E essa vitória, se acontecer, não será de Lula apenas,
mas do povo brasileiro e de todas as nações que ousam desafiar a ordem
imperial.
Ellen Pietra
DIÁLOGOS PLANTÔNICOS
- Sabe quem foi Kafunga?
- Sei, sim. Olavo Kafunga Bastos foi um
ex-goleiro do Atlético e comentarista de esporte numa emissora de rádio, aquela
que “vende espaço, mas não vende opinião”, cabide de emprego para candidatos a
cargos políticos.
- Pois é. Kafunga é autor da frase “Não
tem coré-coré: gol barra limpa!” (ou “barra suja”, em caso de irregularidade).
É também dele a frase antológica “No Brasil, o errado é que está certo”,
querendo dizer que, por aqui, as coisas tidas como certas muitas vezes estão
erradas.
- Mas qual o propósito dessa lembrança?
- É que fiquei sabendo o que aconteceu
com um juiz federal. Trata-se do responsável pela filial do Rio de Janeiro da
Lava Jato, Marcelo Bretas. Ele se envolveu em tanta irregularidade que não teve
jeito, acabou sendo condenado pelo Conselho Nacional de Justiça por suas inúmeras
ilegalidades e parcialidades. O que me surpreendeu foi a pena imposta ao
infrator: aposentadoria compulsória, com valor em torno de R$ 37.563 por mês.
- Mas isso é pena ou é prêmio? O moço
deveria ir pra cadeia ver “o sol nascer quadrado”, lugar para onde ele enviou
tanta gente de maneira ilegal.
- Há-há-há! É por isso que Kafunga dizia
que o errado está certo.
- Para alguns, o Brasil é uma espécie de
casa da “mãe Joana”, onde
somente eles podem entrar. com seus cofres abertos e sempre à disposição.
- Políticos e militares são os maiores
frequentadores dessa casa. Outro dia, fiquei sabendo de um sujeito que passou a
receber aposentadoria da Assembleia de Minas simplesmente porque foi deputado
estadual por um mandato de quatro anos...
- Enquanto isso, um assalariado tem que
trabalhar por trinta anos ou mais para receber uma miséria de aposentadoria.
- Veja o que acontece no meio dos
militares. Quando um comete irregularidade, chega a ser expulso, é tido como
morto, e sua família passa a receber pensão. Isso sem contar as pensões
vitalícias das “conjes” e filhas.
- Outro exemplo do que o que é tido como
certo está errado vem de Jair Bolsonaro. Enquanto militar do Exército, cometeu
a indisciplina de uma tentativa de atentado a bomba contra instalações
militares (queria ganhar mais dinheiro). Foi preso, deveria ser expulso da
corporação, mas o STM “passou pano” pra ele. Logo depois, sendo eleito vereador
no Rio de Janeiro, foi reformado (aposentado), promovido a capitão.
- Que coisa! Parece que, no jargão
militar, tentativa é gesto inocente. Daí, julgam irrelevante uma tentativa de
explodir bomba ou de promover um golpe de Estado.
- Quando reformado, Bolsonaro passou a receber
um valor de R$ 12 mil. Hoje, somados todos os seus proventos, temos um total de
R$ 100 mil de dinheiro público por mês.
- Pode detalhar um pouco as origens
desses proventos, tirando os peculatos?
-
Pois não. Mais de R$ 42 mil vêm do cargo de presidente de honra do PL.
Michelle Bolsonaro também recebe esse valor, como presidente do PL Mulher
(dinheiro do Fundo Partidário, quer dizer, que sai do suor do assalariado).
Como aposentado da Câmara, JB recebe R$ 46 mil; do Exército vem a quantia de R$
12 mil. Juntando os proventos de todo o clã Bolsonaro (Jair, Michelle, Flávio,
Eduardo, Carlos e Jair Renan), temos a bagatela de R$ 270 mil ao mês.
- Bom. Acho que, desse total, você deve
tirar a importância de R$ 46 mil, correspondentes ao salário de Eduardo, já que
ele pretende renunciar ao cargo de deputado...
- É mesmo, ele está trabalhando lá nos
|Estados Unidos para o bem do “Brasil” e pretende renunciar ao mandato.
- Estou com muita pena do pobre coitado.
Quando do golpe militar em 1964, Assis Chateaubriand, dono dos Diários
Associados, lançou a campanha “Ouro para o bem do Brasil”, para reerguer o país
devastado pelo comunismo...
- Estou lembrado disso. Lá na minha
terra, vi muitos casais se desfazendo das alianças de casamento, únicos bens de
valor que possuíam. Até hoje ninguém sabe onde tanto ouro foi parar.
- Isso não importa. Deve ter sido bom
para alguém. Quanto ao caso presente, pensei em organizar uma campanha de
arrecadação, mais ou menos com esses dizeres:
NÃO FIQUE AÍ PARADO. PROVE
SEU AMOR AO PAÍS, À FAMÍLIA E A DEUS: PASSE UM PIX PRO EDUARDO!
Mas, depois, diante da implicância do
Trump com o PIX, percebi que era inviável. Agora, estou sem saber o que fazer.
Será que o amigo leiturino tem alguma sugestão de ajuda pecuniária ao Dudu?
Etelvaldo Vieira de
Melo
CRUZADA EM DEFESA DO BRASIL E DE MINAS GERAIS
Nossas estrelas principais são
a luta e a esperança.
(Pablo Neruda)
A que tipo de serviço me sinto convocado no mundo hoje, no
Brasil, em Minas Gerais? Como atuar de forma articulada? O Brasil já não é o
mesmo, por isso, é preciso ser ousado. É sempre bom lembrar a crescente
exclusão social, a globalização da miséria, da fome e da morte. É nesse
contexto que ganha sentido pensar o lugar em que estamos e sua relação com o
mundo. Em Minas Gerais, temos que pensar que o atual governo é um destruidor de
acervos. Sua meta não é somente destruir/privatizar a Copasa, a Cemig e a Rede
Estadual de Ensino. É se fortalecer no poder, tirar do povo o direito de
decidir e privatizar a liberdade. Portanto, trata-se de uma questão maior.
Questão que acontece também em vários países. Se o Brasil não é o mesmo, a
soberania deve ser nossa causa: nossa luta. Soberania é autonomia, é ser dono
de nossas fronteiras, de nossa cultura, de nossa terra, de nosso futuro, de
nossa alegria. Para isso, precisamos ser ousados para agir no presente, olhar a
realidade e crer no futuro. Olhar e pensar. Segundo a sabedoria milenar “pensar
é o passeio da alma”. Aptidão para sair de si e contemplar (cuidar). Ser ousado
é ir à luta. O Brasil carece muito de cuidado. Minas Gerais também carece de
muito cuidado para não ser “zemado”. Ousadia é exercer o direito de ser
cidadão; pede lucidez política, horizontes abertos, engajamento sem rotina e
uma esperança imbatível. O que podemos fazer com o que está acontecendo com a
educação em Minas Gerais? O que fazer em defesa da Escola Pública e contra a
militarização das escolas estaduais? É bom lembrar que tudo começou com a
“municipalização”; agora, a “militarização” e amanhã a “privatização” da escola
pública. Como (re)agir diante do que nos assola, nos rebaixa, nos joga no campo
da submissão? Educação vai além da escola.
Nessas questões, situa-se não uma moral – o certo e o errado, o bem e o
mal –, mas uma responsabilidade ética; uma responsabilidade que carrega, sim,
preocupação com o futuro, o bem comum e as novas gerações. É hora de pensar o
“uso (direito) do voto” nas eleições em 2026. Nossas escolhas políticas
interferem positiva ou negativamente em tudo isso. A pergunta (ética) que se
instaura é: o que devo fazer ou como proceder nessa situação? O serviço ao
Brasil (e a Minas Gerais) é apostar em lideranças, principalmente lideranças
políticas, que não deixam de sonhar um país com a mesma qualidade de vida para
todos. Mais ainda: escolher líderes que buscam o brilho das estrelas,
reinventam a história e recriam o país.
(Mauro Passos)
UMA NOVA ARCA DE NOÉ...
O mundo não é humano por ser feito por pessoas,
mas só se torna humano
quando é objeto de uma conversa.
Quando a gente sabe que está indo para frente ou para trás?
E se pensarmos no Meio Ambiente? Hoje é o “Dia Mundial do Meio Ambiente”. Que
caminhos estão traçados para a educação e preservação ambiental no Brasil? Será
preciso uma nova Arca de Noé? Hoje, a sociedade apresenta desafios que tocam
questões fundamentais – meio ambiente, paz, democracia, educação. Temas que
exigem uma postura diferente e um olhar mais profundo da realidade. Temas que
lembram líderes que lutaram por justiça, direitos humanos, políticos e sociais
no Brasil- Dom Helder Câmara, Margarida Maria Alves, Zilda Arns, Manoel da
Conceição, entre outros. Um detalhe a pensar: que líder nos causa entusiasmo,
esperança e vontade de seguir? Um(a) músico(a), artista, religioso(a),
jornalista, trabalhador(a), artista, político(a)? Mais que isso: “O líder é
antes de tudo um forte”. Associa afeto e luta, encontro e partilha, respeito e
verdade, razão e sabedoria, diálogo e humanidade. Abre caminhos para sonhos que
pareciam adormecidos. O episódio no Senado Federal com a Ministra do Meio Ambiente,
Marina Silva, combinou violência, machismo, misoginia. Esta cena mostra como
muitos políticos atuam com a intenção de desmobilizar projetos para melhores
condições de vida. Mais ainda: são políticos que veem a realidade a partir de
interesses hegemônicos, emoldurados pelo poder e pelo lucro. Como é atual o
escritor Lima Barreto em seu livro “Policarpo Quaresma”. Confira: “Não é só a
morte que nivela, a loucura, o crime e a moléstia também”. Há muito que fazer e
pensar nas próximas eleições – mais que um regime político, a democracia é um
regime de vida. Ainda continuamos com sérios problemas na realidade. A saúde da
democracia está na qualidade de vida, nas escalas de valores que a sociedade
estabelece com a “natureza”. Precisamos preservar a vida. Foi por essa causa
que Marina Silva foi atacada e continua sendo alvo de ataques de políticos que
não defendem as políticas públicas voltadas para a preservação ambiental e
aprovam medidas que contribuem para avançar o agronegócio, a mineração,
esvaziando o trabalho do IBAMA e de outros órgãos de proteção ambiental. A
ofensa ao meio ambiente é ofensa ao ser humano. Com argumentos, classe e
harmonia, a Ministra mostrou imperativos de ordem ética e apontou direções e
metas. No entanto, regidos pela lógica do lucro capitalista, pelo produtivismo
e consumismo, estes políticos perdem a razão, a compostura e o respeito. O Meio
Ambiente que somos e em que vivemos carrega consigo complexas relações. Meio
Ambiente é o ar que respiramos, os alimentos que consumimos. Comporta, ainda,
as filas nas repartições públicas, as cidades cinzentas, o trânsito ruim, o
desemprego, as cachoeiras, a pobreza e a violência nas periferias, a fauna, a flora,
a música, a corrupção, as chuvas e inundações, o sonho de um futuro melhor, o
futebol no domingo, o céu estrelado, as festas populares. Qual a previsão para
o futuro? Para “adiar o fim do Brasil”, precisamos mudar as tábuas da Arca de
Noé que compõem o Senado, a Câmara dos deputados e a linha de montagem de cada
Estado. Uma nova reedição política fará bem para a “saúde” como também para a
esquerda, a direita e o centrão. Assim, haverá projetos políticos justos e
necessários para toda sociedade. Os “verdadeiros líderes” abrem propostas
solidárias e estimulam ações a serviço da causa humana e do meio ambiente. Seus
projetos giram em torno de temas fundamentais e simples do dia a dia - Liberdade,
verdade, justiça e solidariedade. São os pontos cardeais dos “verdadeiros
líderes”. Como se não bastasse, seus projetos se abrem para outras (novas)
questões. Então, o novo não está só no que é dito, nem só no tempo
(‘cronos’/idade), mas no acontecimento, na qualidade do tempo vivido (Kairós).
Infelizmente, a avalanche de informações que recebemos diariamente não permite
um discernimento e entendimento da complexidade que é o mundo de hoje. Para
terminar: recriar as tábuas do mapa político, a nova Arca de Noé, é um caminho
para garantir líderes políticos de verdade. E, com a COP30, em Belém do Pará,
neste ano (2025), afinar democracia com educação, justiça com igualdade social,
meio ambiente com território e pertencimento. Esse é o caminho - instituir a
urgência de partilhas para todas as formas de vida.
(Prof.
Mauro Passos)









